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A hiperidrose é uma desordem caracterizada por suor excessivo, além do necessário para regular a temperatura do corpo, que ocorre geralmente nas mãos, axilas, pés, rosto.
O início dos sintomas se dá na infância, mas, na adolescência eles se intensificam, podendo se tornar insuportáveis.
É uma situação muito desagradável, pois simples atos como apertar a mão de outra pessoa, escrever, segurar papéis, causam sentimentos de embaraço. Quando o suor é intenso nas axilas, podem ocorrer danos nas roupas e odor desagradável. |
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Na hiperidrose crânio-facial, falar em público torna-se um grande dilema, porque a transpiração leva a uma aparência de insegurança. Essas situações constrangedoras levam estas pessoas a evitar festas, dançar, namorar; costumam utilizar lenços constantemente para secar as mãos; podendo provocar isolamento social e problemas profissionais.
Felizmente existem tratamentos para a hiperidrose. Medicações por via oral podem melhorar a transpiração, mas devem ser usados constantemente e geralmente causam secura na boca. O uso da toxina botulínica é outra forma de controlar o suor, mas seu efeito é passageiro, devendo ser reaplicada a cada 6 meses, em média.
O único tratamento eficaz e definitivo é a simpatectomia vídeo-toracoscópica. Trata-se de um procedimento cirúrgico simples, minimamente invasivo, pois são usadas apenas duas incisões de cada lado do tórax de cerca de 1 cm cada, por onde são introduzidas uma câmera de vídeo e um instrumento para seccionar os nervos responsáveis pela transpiração. Dura apenas dez minutos de cada lado e o resultado é imediato: o paciente sai do centro cirúrgico com a área tratada totalmente seca. Como é minimamente invasiva, fica-se internado por apenas 24 horas e a pessoa pode voltar às suas atividades habituais em poucos dias.
A hiperidrose é uma doença benigna, mas, pode causar muitos danos na esfera emocional do seu portador. Assim, deve-se procurar a todo custo um tratamento eficaz. |
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