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O QUE É BRONQUIECTASIA?
É o alargamento ou distorção dos brônquios. Essas estruturas são tubos por onde o ar entra e sai dos pulmões, e que vão se ramificando e tornando cada vez mais finos. Nessa doença o calibre deles aumenta provocando tosse crônica com expectoração persistente, principalmente pela manhã, e facilidade em desenvolver infecções respiratórias, ocasiões nas quais pode haver escarros com sangue. Pode ter origem congênita (desde o nascimento) ou ser adquirida após uma infecção respiratória grave.
O tratamento se faz com vacinas contra gripe e pneumonia, e fisioterapia respiratória. A cirurgia pode ser realizada em casos onde a doença é localizada, com excelentes resultados. |
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O QUE É PNEUMOTÓRAX?
Pneumotórax é o nome dado ao acúmulo de ar na cavidade pleural, com conseqüente colapso pulmonar.
Pode ocorrer de forma espontânea, quando rompem-se pequenas bolhas pulmonares congênitas ou grandes bolhas adquiridas pelo hábito de fumar.
Geralmente ocorre dor súbita e de forte intensidade no lado afetado associada a falta de ar importante.
O tratamento se faz com drenagem do ar através de tubo plástico para a re-expansão pulmonar. Algumas vezes se faz necessária a cirurgia. |
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| POR QUE ESPIRRAMOS? |
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O espirro é uma expulsão violenta do ar pelo nariz e pela boca em resposta a uma irritação que atinge a mucosa do nariz. Espirramos para nos livrar de qualquer agente incômodo como fumaça, poeira ou cheiro forte.
As células nervosas presentes na mucosa nasal enviam impulsos à base do cérebro (que controla as ações involuntárias). O cérebro envia então sinais ao centro respiratório, e este aos músculos da respiração, e o espirro se inicia com uma inspiração profunda seguida da liberação violenta do ar dos pulmões, que pode chegar a uma velocidade de até 150 Km/h.
Algumas doenças podem provocar espirros excessivos, como a rinite alérgica, por exemplo.
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POR QUE TOSSIMOS? |
A tosse é uma resposta reflexa do trato respiratório inferior a estímulo químico, mecânico ou térmico de receptores distribuídos pelas vias aéreas ou em outras localizações como o canal auditivo externo, a membrana timpânica, o estômago, o diafragma e o esôfago.
Os principais benefícios da tosse são: eliminação das secreções das vias aéreas e proteção contra aspiração de alimentos e corpos estranhos.
O ato de tossir está sob controle voluntário e involuntário, e consiste das fases inspiratória, compressiva, expiratória e seguindo-se de relaxamento.
Constitui sintoma de uma grande variedade de doenças pulmonares e extra pulmonares e é, por isso, uma das maiores causas de procura por atendimento médico. |
A tosse pode ser classificada em: aguda, quando o sintoma está presente por um período de até 3 semanas; subaguda, entre 3 e 8 semanas e crônica quando persiste por mais de 8 semanas.
As principais causas de tosse aguda são: Resfriado Comum, Traqueobronquite aguda, Gripe, Sinusite aguda, exposição a fatores irritantes ou alérgicos , uso de medicamentos capazes de causar tosse e exacerbação de doenças pré-existentes. A causa mais comum de sub-aguda é a tosse pós infecciosa e, de tosse crônica, Tabagismo, Asma, Rinossinusite crônica e Doença do Refluxo Gastroesofágico.
A história clínica e o exame físico cuidadosos realizados de preferência por um especialista permitem um diagnóstico clínico sem a necessidade de investigação adicional em até 70 % dos casos. |

CAUSAS MAIS
COMUNS DE DISPNÉIA:
Cardíacas:
insuficiência Cardíaca
Coronariopatia
Doença Valvular
Pulmonares:
DPOC (Enfisema e
Bronquite Crônica)
Asma
Fibrose Pulmonar
Câncer de Pulmão
Causas diversas:
Refluxo Gastroesofágico
Ansiedade
Descondicionamento
físico
Obesidade
Gravidez
Alteração da Tireóide
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FALTA DE AR: DE ONDE VEM?
O termo médico usado para falta de ar é dispnéia. Palavra que se origina das raízes gregas dys e pnoia, podendo ser traduzida como respiração ruim. Ela é usada para designar a sensação de dificuldade respiratória experimentada por pessoas doentes ou indivíduos sadios sob exercício extremo. Às vezes essa queixa é expressada de maneiras particulares como: “ minha respiração é pesada ’’, “ parece que o ar não entra ’’, “ sufocação’’, “ aperto no peito ’’.
Este sintoma parece decorrer de estímulos captados em diversos receptores periféricos como nos pulmões, diafragma, parede torácica e enviados ao sistema nervoso central, onde seu processamento modularia a sensação de acordo com fatores cognitivos e comportamentais. Talvez seja por isso que cada pessoa reaja com sensação de falta de ar distinta frente à mesma doença.
A dispnéia é uma queixa muito comum em consultórios, chegando a 20% da população geral. Esse sintoma está associado com grande limitação de atividades físicas e sociais, diminuindo muito a qualidade de vida de seu portador.
Alguns estudos mostram que 94 % das pessoas com queixa de dispnéia podem ser enquadradas nas seguintes situações: doenças pulmonares, cardiovasculares, refluxo gastroesofágico, falta de condicionamento físico e quadros psicogênicos. Uma história clínica e exame físico feitos por especialista permitem o diagnóstico na maioria das vezes. Em alguns casos, há a necessidade de exames complementares como Teste de Exercício Cardiopulmonar e Prova Ventilatória com Broncodilatador, que diferenciam causas cardíacas e pulmonares.
A dispnéia é um sintoma comum a diversas patologias que deve ser sempre valorizado e investigado até que se esclareça a sua causa, para que seja instituído o tratamento específico. |
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O QUE É FIBROSE CÍSTICA? |
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A Fibrose Cística, também conhecida como Mucoviscidose, é uma doença genética crônica que causa mau funcionamento de algumas glândulas do organismo levando a aumento da viscosidade das secreções brônquicas, pancreáticas, intestinais, e do sistema reprodutivo. Ocorre também um bloqueio da reabsorção do cloro nas glândulas sudoríparas, tornando o suor mais salgado do que o habitual, daí o termo “beijo salgado”.
Esta doença é mais incidente na população branca, chegando a 1 caso para cada 2000 nascimentos. Um indivíduo em cada 25 é portador assintomático do gene e quando se une a outra pessoa com a mesma alteração, pode gerar um filho com Fibrose Cística. Testes genéticos podem identificar essas pessoas em 80% dos casos e devem ser usados no aconselhamento familiar.
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Os órgãos mais comprometidos nessa doença são o pâncreas e os pulmões. O pâncreas tem como funções auxiliar na digestão e produzir hormônios. Com sua alteração, ocorre diarréia crônica gordurosa, levando a deficiência do crescimento. No trato respiratório ocorre espessamento do muco levando a tosse crônica persistente e pneumonias de repetição.
O diagnóstico pode ser feito na triagem neonatal (TESTE DO PEZINHO), onde é dosada a tripsina imunorreativa (IRT); no TESTE DO SUOR (iontoforese por pilocarpina) com mensuração da concentração de cloretos no suor; pesquisa das mutações genéticas para Fibrose Cística e, mais recentemente, pela diferença de potencial da mucosa nasal.
No tratamento, são utilizadas substâncias que ajudam na digestão dos alimentos, além de dieta adequada associada a suplementos vitamínicos e nutricionais. Na tentativa de minimizar as complicações pulmonares usa-se vacinas para gripe e pneumonia além de “xaropes”, com o intuito de facilitar a expectoração, e fisioterapia respiratória. Nos casos onde há infecção instalada usa-se antibióticos. Em casos extremos, pode ser indicado o transplante pulmonar.
No passado, 70% das crianças com Fibrose Cística morriam antes do primeiro ano de vida. Nos últimos anos, um conhecimento mais amplo e a utilização de uma terapêutica mais coerente com a fisiopatologia da doença, proporcionou um aumento na expectativa de vida que, de acordo com o Registro Epidemiológico de Fibrose Cística, no ano de 1998 foi de 32 anos.
A Fibrose Cística é uma doença grave que deve ser pesquisada em toda criança com problemas pulmonares crônicos sem causa definida, para que seja iniciado o tratamento precocemente.
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