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2010: O ano do Pulmão!!! Respire Aliviado |
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Cuidado: o narguilé é tão ou mais prejudicial do que o cigarro |
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DPOC precisa ser mantida sob controle |
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Paracetamol pode agravar o risco de asma em crianças |
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Excesso de glutamato prejudica asmáticos, adverte OMS |
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2010: O ano do Pulmão!!! RESPIRE ALIVIADO
O ano de 2010 será especial, pois as sociedades médicas internacionais se uniram para um grande mutirão em prol da saúde respiratória. |
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Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), existem no mundo cerca de 300 milhões de asmáticos, 210 milhões de pessoas com DPOC (Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica) e 100 milhões sofrem de distúrbio respiratório do sono. No Brasil, 20% da população tem ou já teve algum sintoma de asma; a DPOC mata cerca de 30 mil pessoas ao ano; existem cerca de 8000 novos casos de tuberculose anualmente. |
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Nós do Centro do Pulmão, em parceria com a Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia, estaremos empenhados em melhorar o conhecimento da população sobre as doenças pulmonares e como preveni-las.
Vamos reforçar a importância de se procurar um pneumologista quando houver sintomas respiratórios ou para realizar uma simples avaliação (“check up”) anual. |
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Exames rápidos como Radiograma de Tórax e Espirometria podem ajudar a diagnosticar precocemente várias doenças, facilitado o seu tratamento.
Intensificaremos nestes 365 dias a campanha contra o cigarro e continuaremos a realizar o controle do tabagismo com o PAT (Programa Anti-tabagismo). |
Esperamos que estes alertas não terminem em 2010, sendo este ano apenas o início de uma nova era, em que a população estará mais informada e atenta à sua saúde respiratória. |
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Cuidado: o narguilé é tão ou mais prejudicial do que o cigarro
Médicos alertam que a nova moda entre os jovens é perigosíssima.
Onde tem fumaça, às vezes, tem um narguilé; e é aí que mora o perigo. Mesmo porque o tradicional cachimbo d´água usado há milênios nos países do Sudeste Asiático e Oriente Médio agora é a nova moda entre os jovens no Brasil.
Começou com uma novela, logo após bares e restaurantes aderiram à onda para agradar os clientes, assim, de boca em boca, o que era moda tornou-se uma febre. Em virtude da mistura de inúmeras essências, o narguilé tem aromas variados. É feito com um fumo especial, usualmente com melaço – um subproduto do açúcar. Alguns dos sabores mais conhecidos são: pêssego, maçã-verde, coco, flores e mel.
Ele funciona quando é aspirado via um tubo que reduz a pressão no interior do aparelho, fazendo com que ar aquecido pelo carvão passe pelo fumo, produzindo a fumaça. Esta desce até a base, onde é resfriada e filtrada pela água, que retém algumas partículas sólidas. A fumaça segue pelo tubo até ser consumida pelo usuário com o sabor da essência escolhida.
Segundo o dr. Sérgio Ricardo Santos, Presidente da Comissão de Tabagismo da Sociedade Paulista de Pneumologia e Tisiologia (SPPT), o narguilé causa ainda mais males do que o cigarro, pelo potencial de transmitir também doenças infecciosas já que é usado por mais de uma pessoa ao mesmo tempo, sem devida esterilização, como já avaliado. Frise-se, aliás, que é proibido para menores de 18 anos, assim como o cigarro.
Também conhecido como hookah nos países de língua inglesa, ou por shisha no norte da África, o narguilé pode causar diversas doenças, sendo as respiratórias as mais observadas. Especialistas em doenças respiratórias advertem que cinqüenta tragadas são suficientes para viciar. Isso ocorre devido à nicotina, que causa a chamada sensação de bem-estar, adverte o dr. José Eduardo Delfini Cançado, Presidente da SPPT.
Recentes estudos, inclusive contrariam a crença popular de que a água ajudaria a filtrar as impurezas do fumo, tornando-o menos nocivo. A Organização Mundial de Saúde (OMS) alerta que a fumaça inalada em uma sessão de narguilé, que pode durar entre vinte minutos e uma hora, corresponde à inalação de 100 a 200 cigarros, sendo consumidos até 10 litros de fumaça, pois a presença da água faz com que se aspire mais fumaça, que se torna mais tolerável; dessa forma, inala-se maior quantidade de toxinas.
O que muitos pensam erroneamente é que esse tipo de fumo não é tão prejudicial à saúde. Longe disso: por conter diversas toxinas, pode até causar câncer de pulmão, além de doenças cardíacas, tuberculose, herpes, hepatite e outras. “A única forma de minimizar os males causados pelo narguilé é evitar o uso e não aspirar a fumaça”, alerta o dr. Sérgio. |
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DPOC precisa ser mantida sob controle
A estimativa da Organização Mundial da Saúde (OMS) é de que um em cada cinco homens e de uma em cada dez mulheres morre em consequência de doenças ligadas ao tabagismo. Entre as doenças que mais acometem fumantes e ex-fumantes, com mais de 40 anos, está a doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC).
A doença é prevenível e tratável, no entanto, uma vez instalada, e se persistir o hábito do fumo, tende a progredir lentamente, podendo culminar na insuficiência respiratória. A DPOC requer acompanhamento especializado constante para controlar os sintomas, melhorar a falta de ar e diminuir as exacerbações (crises).
Uma pesquisa que acaba de ser realizada em São Paulo, mostra que o tratamento adequado também faz bem para o bolso do paciente e para os cofres públicos, além de impactar positivamente na qualidade de vida do portador da doença.
O objetivo da pesquisa foi comparar o custo do tratamento com o custo das internações hospitalares - inclusive em UTI -, decorrentes da DPOC não tratada adequadamente.
Após a introdução de um broncodilatador de longa duração no tratamento dos pacientes, foi observada uma redução das idas ao pronto socorro, e as internações reduziram pela metade.
Dos 140 pacientes acompanhados, dois terços eram portadores das formas grave ou muito grave da doença e, apesar do quadro mais severo, praticamente não precisavam mais ser internados, pois o tratamento adequado manteve a DPOC sob controle.
A evolução foi observada ao longo de um ano, por meio de visitas mensais, uso de medicação adequada, reabilitação pulmonar e interrupção do tabagismo.
"O estudo confirmou o que a experiência clínica diária já demonstrava: que os pacientes com DPOC bem cuidados e acompanhados não se internam com tanta freqüência, apresentam menor número de crises e, consequentemente, menores gastos", explica a pneumologista Iara Nely Fiks, coordenadora da pesquisa.
Somente em 2008 foram realizadas mais de 128 mil internações por DPOC na rede pública, a um custo de R$ 76 milhões, de acordo com o Datasus.
Apesar de pouco conhecida, a DPOC já é a quinta maior causa de morte no Brasil, com 37 mil óbitos por ano, o equivalente a mais de quatro brasileiros a cada hora.
A melhor maneira de prevenir a DPOC é não fumar. Para os fumantes e ex-fumantes, a orientação é procurar um pneumologista para a realização de exames periódicos.
A doença não tem cura, mas pode ser controlada com medicamentos específicos, como o brometo de tiotrópio, utilizado na pesquisa. O tratamento traz benefícios, em longo prazo, para o paciente, pois trata a doença de maneira global, diminuindo, significativamente, o número de crises e de internações, melhorando a qualidade de vida, aumentando a resistência a exercícios e reduzindo a mortalidade.
O tratamento medicamentoso em questão é recomendado pelos Consensos Internacional e Brasileiro de DPOC, como terapia essencial para o tratamento e está disponível em parte da rede pública de saúde.
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Paracetamol pode agravar o risco de asma em crianças
Bebês que consomem o analgésico paracetamol podem ter mais risco de sofrer de asma e eczema quando tiverem 6 ou 7 anos, segundo um abrangente estudo feito em 31 países.
Esse é um dos três estudos sobre a asma publicados na nova edição da revista médica Lancet. Os outros dois dizem que chiados e coriza podem sinalizar predisposição dos bebês à asma.
No primeiro estudo, os médicos examinaram dados fornecidos pelos pais de mais de 205 mil crianças, e concluíram que o uso do paracetamol está associado a um risco 46% maior de desenvolver a doença quando a criança chegar aos 6 ou 7 anos, em comparação a quem não consumiu o medicamento.
Em caso de dosagens mais elevadas (mais de uma vez por mês), o risco de asma nos anos posteriores poderia até triplicar. O paracetamol é usado no combate a febres e dores. Em crianças, é administrado na forma de suspensão. Empiricamente, os médicos já suspeitavam nos últimos anos que houvesse uma associação dessa droga com a asma.
Teoricamente, o paracetamol reduz os antioxidantes do organismo. Alguns especialistas dizem que os antioxidantes impedem que radicais livres (moléculas instáveis) façam danos ao organismo, provocando doenças como o câncer.
"O paracetamol pode reduzir os níveis de antioxidantes, e isso pode gerar um estresse oxidante nos pulmões e causar asma", disse por telefone um dos pesquisadores, Richard Beasley, do Instituto de Pesquisa Médica da Nova Zelândia.
O uso mensal do paracetamol também dobra o risco de eczema e triplica o de rino-conjuntivite, espirros, nariz escorrendo e congestão nasal-quando a criança atinge 6 ou 7 anos, segundo o estudo.
Mas os pesquisadores disseram que, como analgésico infantil, o paracetamol continua sendo preferível à aspirina, que está associada à síndrome de Reye, uma doença rara, mas grave.
A Organização Mundial da Saúde recomenda que o paracetamol só seja administrado em crianças em casos de febre superior a 38,5 graus, evitando-se o uso mais rotineiro.
Em outro estudo na Lancet, foram monitoradas 6.461 pessoas em 14 países, todas elas há mais de oito anos sem episódios de asma. Quem vivia com o nariz escorrendo, por causa de rinite ou alergias, tinha 3,5 vezes mais chance de desenvolver asma posteriormente.
O terceiro estudo, feito no Arizona (EUA), mostrou que bebês com chiado na respiração podem estar prenunciando casos de asma na vida adulta. Eles examinaram o prontuário de 849 pessoas em torno de 22 anos de idade. De 181 vítimas de asma, 49 (sendo 35 mulheres) tiveram um diagnóstico precoce.
Em 70 por cento dos casos de asma, a pessoa apresentava esse chiado nos seis primeiros anos de vida. |
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Excesso de glutamato prejudica asmáticos, adverte OMS
O glutamato, substância que funciona como um potencializador do sabor de produtos processados industrialmente e também existe naturalmente em alguns tipos de alimentos, é um dos principais causadores de crises respiratórias e alergias graves em pacientes que sofrem de asma, podendo até submetê-los a risco de vida se forem ingeridos em excesso. O alerta foi feito pela Lung Foundation, entidade de saúde da cidade alemã de Hanover. As informações são do jornal alemão Die Welt.
De acordo com pesquisa da Organização Mundial da Saúde (OMS) e da Sociedade Alemã do Pulmão, o glutamato - um indutor que estimula o aumento da salivação e produz uma maior sensibilidade na língua, ressaltando o sentido dos sabores - seria um dos maiores perigos para a saúde dos asmáticos.
Considerando recente reavaliação das propriedades da substância, a OMS constatou que doentes de asma grave podem sofrer reações alérgicas graves se ingerirem produtos cujos aditivos alimentares sejam de números 620 e 625 - medida de 'quantum satis', indicativo de quantidade de sal cujo limite máximo é de 100g/100ml nos produtos industrializados.
Segundo a OMS, os produtos processados cuja quantidade de glutamato correspondende a estes índices não devem ser ingeridos em demasia por asmáticos. O consumo exagerado desses "temperos" - como são conhecidos no mercado, encontrados em produtos como molho de pizza e ketchup - exige moderação.
O excesso de glutamato no organismo dos asmáticos pode desencadear pruridos cutâneos, fortes dores de cabeça, náuseas, palpitações, dificuldades respiratórias e tonturas, além de acentuadas alergias.
As organizações de saúde explicam que o glutamato, o sal do ácido glutâmico, é parte natural de alimentos como tomate, fiambre ou queijo. Ele é utilizado e popular em todo o mundo como um tempero, muito usado em forma de pó na gastronomia das culturas asiáticas. A Sociedade Alemã de Nutrição (DGE), sediada em Bonn, afirmou que "se nós fizermos a utilização racional no contexto de uma dieta equilibrada, não existe risco sanitário por causa do glutamato", disse um porta-voz da entidade. |
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